Marina Silva Declara “Voto Crítico” em Haddad no Segundo Turno

A ex-candidata Marina Silva (Rede) declara “voto crítico” no candidato Haddad (PT). Candidato que irá disputar a presidência do Brasil com o candidato Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições. No próximo dia 28 de outubro.

Através das redes sociais, nesta segunda-feira (22), ela expôs as razões pelas quais fez a opção. No primeiro turno das eleições, Marina estava na corrida pela presidência do Brasil.

Contudo ficou em oitavo lugar, com 1% dos votos (1 milhão de votos). Após o resultado do primeiro turno, o partido instruiu seus filiados e participantes que não votassem no candidato Bolsonaro.

Declarações de Marina Silva Sobre seu Apoio a Haddad

Sobre seu apoio a candidatura do petista Fernando Haddad, Marina cita algumas frentes que a levaram a decisão. Como por exemplo, disse que a campanha do opositor Jair Bolsonaro (PSL) é “um perigo para a democracia”. Mas além disso para o meio ambiente e ainda ao respeito a diversidade e aos direitos civis.

Marina Silva

“Diante do pior risco iminente, de ações que, como diz Hannah Arendt, ‘destroem sempre que surgem’. ‘Banalizando o mal’, propugnadas pela campanha do candidato Bolsonaro. Darei 1 voto crítico e farei oposição democrática.

A uma pessoa que, ‘pelo menos’ e ainda bem, não prega a extinção dos direitos dos índios, a discriminação das minorias, a repressão aos movimentos, o aviltamento ainda maior das mulheres, negros e pobres. O fim da base legal e das estruturas da proteção ambiental, que é o professor Fernando Haddad.”, declarou a ex-candidata.

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Em seguida, Marina disse que outro aspecto importante para sua decisão foi a sua consciência cristã, ao dizer:

“É um engano pensar que a invocação ao nome de Deus pela campanha de Bolsonaro tem o objetivo de fazer o sistema político retornar aos fundamentos éticos orientados pela fé cristã que são tão presentes em toda a cultura ocidental.

A pregação de ódio contra as minorias frágeis, a opção por um sistema econômico que nega direitos e um sistema social que premia a injustiça. Faz da campanha de Bolsonaro um passo adiante na degradação da natureza, da coesão social e da civilização. Não é um retorno genuíno ao mandamento do amor, é uma indefensável regressão e, portanto, uma forma de utilizar o nome de Deus em vão”.

Juliangela Pereira

Juliangela Pereira

Brasileira, casada, formada em Gestão de Recursos Humanos pela Faculdade Pitágoras BH. Atuo como redatora de conteúdo, levando a informação de forma rápida, clara e objetiva.

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