Tragédia em Brumadinho: Sirenes Não Tocaram



Ao completar sete dias da Tragédia em Brumadinho, percebe-se que pouco foi feito para se evitar o desastre. Há pergunta que vem se fazendo desde o acontecimento. Por que as sirenes de alerta de emergência não tocaram?



Contudo, vemos que o que salvaria dezenas de pessoas falhou. Ao tentar justificar,  a empresa responsável pela mineradora, se faz pouco ou nada convincente. Porém, as respostas são como uma justificativa vaga diante de tanto sofrimento.

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Tragédia em Brumadinho Por Que Não Houve o Alerta Obrigatório?

Todo o Mundo está em choque com o acontecimento da barragem que se rompeu em Brumadinho na última sexta-feira (25). Hoje, os números dizem que são 99 mortes confirmadas. Mas 259 pessoas continuam desaparecidas.

De acordo com lei, o alerta sonoro deve ser tocado em situações de risco para a população que trabalha ou reside próximo a barragens como esta. Contudo, no caso de Brumadinho o que foi acionado? Nada. A empresa justificou em entrevista à imprensa que o principal motivo foi “devido à velocidade com que ocorreu o evento”.

“Devido à velocidade com que ocorreu o evento, não foi possível acionar as sirenes relativas à barragem 1”, relatou a empresa. Como item de segurança não só para funcionários mas também para a população da região, esse deveria se encontrar em perfeitas condições de fornecer um alerta antecipado.

A barragem que se rompeu “tinha 11,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério d ferro”. A resposta da empresa é vista de maneira irônica por especialistas em engenharia.

“Falar que a sirene não tocou porque o evento foi muito rápido é brincadeira”, disse o professor de engenharia em Minas da USP, Sergio Medici de Eston.

“A sirene não é para tocar só quando a barragem cai. A sirene pode tocar quando a coisa começa a ficar crítica, às vezes semanas antes, para as pessoas ficarem em alerta. É como em um teatro: antes do início da peça, há um primeiro alarme, depois um segundo, até chegar o alarme final,” completou.

Ideias da fonte: G1


Juliangela Pereira

Juliangela Pereira

Brasileira, casada, formada em Gestão de Recursos Humanos pela Faculdade Pitágoras BH. Atuo como redatora de conteúdo, levando a informação de forma rápida, clara e objetiva.

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